Paineira Tupã

Quem gosta de fenômenos astronômicos tem um bom motivo para grudar os olhos no céu ao longo da noite de terça-feira (13) e madrugada de quarta-feira (14), quando ocorre o pico da chuva de meteoros Geminídeas, uma das mais aguardadas do ano. A chuva de meteoros Geminídeas atinge pico em meados de dezembro de cada ano. O fenômeno é considerado uma das melhores e mais confiáveis chuvas anuais de meteoros. A queda das "pedras" começou a ser observada em meados de 1800. De acordo com a coordenação do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, no interior de São Paulo, a chuva poderá ser observada em todo o Brasil. O melhor horário de visualização será às 3h da madrugada. A expectativa é alta porque é prevista uma queda de cerca de 120 meteoros por hora, embora a lua entre as fases cheia e minguante possa atrapalhar sua visibilidade. Tem esse nome, Geminídeas, porque seu radiante, ou seja, o ponto no céu de onde parecem surgir os meteoros, fica na altura da Constelação de Gêmeos.

Melhor horário de visualização acontece às 3h da madrugada (Foto: Nasa)
Melhor horário de visualização acontece às 3h da madrugada (Foto: Nasa)
CURIOSIDADES SOBRE A CHUVA DE METEOROS GEMINÍDEAS Origem: 3200 Phaethon (um asteroide ou um possível "cometa de rocha") Radiante: Constelação Gemini Ativo: 4 a 17 de dezembro Contagem de meteoros de atividade máxima: Aproximadamente 120 meteoros por hora Velocidade do meteoro: 127.000 km/h ou 35 quilômetros por segundo. O ASTEROIDE Ao contrário da maioria das chuvas de meteoros que se originam de cometas, os Geminídeas se originam de um asteroide: 3200 Phaethon. De acordo com a National Aeronautics and Space Administration (Nasa) é possível que Phaethon seja um "cometa morto" ou um novo tipo de objeto que está sendo discutido pelos astrônomos chamado "cometa de rocha". A órbita altamente elíptica do cometa Phaethon ao redor do sol dá credibilidade a essa hipótese. No entanto, os cientistas não estão certos de como definir Phaethon. Quando Phaethon passa pelo sol não desenvolve uma cauda cometária, e seu espectro parece um asteroide rochoso. Além disso, os bits e pedaços (2-3 gm/cc) que se rompem para formar os meteoroides da chuva Geminídeas também são várias vezes mais densos do que flocos de poeira cometários (0,3 gm/cc). O 3200 Phaethon foi descoberto em 11 de outubro de 1983 por um Satélite Astronômico Infravermelho. Devido à aproximação ao sol, Phaethon é nomeado em homenagem ao personagem do mito grego que conduziu a carruagem do deus sol Hélio. Phaethon é um pequeno asteroide — seu diâmetro mede apenas 5,10 quilômetros de diâmetro. Foi o astrônomo Fred Whipple que percebeu que Phaethon é a fonte dos meteoros Geminídeas.

*Com informações de Diário do Nordeste de do Porta

Santa catarina

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