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A Polícia Militar divulgou o balanço dos indicadores de segurança pública referentes a 2025 em Tupã e nos municípios atendidos pela Segunda Companhia. Os dados foram apresentados pelo capitão André Vander Zambelli durante entrevista e apontam redução em crimes como furto, roubo e estupro, além de alta produtividade policial. Por outro lado, o levantamento revela aumento nos homicídios e números considerados elevados de acidentes de trânsito com vítimas, especialmente envolvendo motocicletas.

Segundo o capitão, a Segunda Companhia é responsável pelo policiamento preventivo e repressivo de 11 municípios da região, incluindo Tupã, Arco-Íris, Herculândia, Iacri, Quintana, Quatá, Borá, Bastos, Parapuã, Pompéia e Rancharia, com um efetivo aproximado de 160 policiais militares. De acordo com ele, a estratégia da corporação é baseada em análise estatística, comparando sempre períodos equivalentes de anos diferentes.

Crimes patrimoniais em queda

Em 2025, a área da companhia registrou 883 furtos, contra 803 no ano anterior, o que representa uma redução de 80 ocorrências. Apenas em Tupã, foram contabilizados 433 furtos. O comandante destacou que, em anos anteriores, o município chegou a registrar cerca de 1.800 furtos anuais.

Os roubos também apresentaram queda: foram 25 ocorrências em toda a área da companhia, sendo 13 em Tupã. No caso de roubo de veículos, não houve nenhum registro em 2025. Já os furtos de veículos somaram 19 ocorrências, todas com recuperação dos automóveis, a maioria envolvendo motocicletas.

Estupros diminuem, homicídios aumentam

O número de registros de estupro caiu de 15 em 2024 para nove em 2025 na área da companhia. Em contrapartida, os homicídios apresentaram crescimento. Foram 15 ocorrências em 2025, contra seis no ano anterior. Em Tupã, os casos passaram de dois para seis.

De acordo com o capitão Zambelli, esse é o indicador que mais preocupa, pois muitas ocorrências fogem do alcance do trabalho preventivo, como situações ligadas à violência doméstica, que geralmente acontecem dentro das residências.

Produtividade policial

Em relação à atuação da Polícia Militar, o balanço aponta 315 prisões em flagrante e 264 capturas de condenados em 2025, totalizando 579 pessoas presas ao longo do ano na área da companhia — média superior a uma prisão por dia.

O capitão destacou o trabalho do radiopatrulhamento, que atende o telefone 190 ininterruptamente, além das equipes de Força Tática, Rocam e ações retomadas no policiamento rural. Ele também ressaltou a importância da população registrar as ocorrências, já que os dados estatísticos orientam o planejamento do policiamento.

Acidentes de trânsito e motocicletas

Outro ponto de atenção foi o trânsito. Em 2025, Tupã registrou 170 acidentes de trânsito com vítimas e nove mortes. Segundo a PM, o número é considerado alto e está diretamente relacionado ao consumo de álcool, excesso de velocidade e uso de motocicletas, principalmente por jovens.

A corporação realizou operações específicas ao longo do ano, como a Direção Segura Integrada e a Operação Cavalo de Aço, voltadas à fiscalização de motocicletas. O comandante explicou que, além da segurança viária, essas ações também impactam no combate ao tráfico de drogas e a outros crimes, já que motocicletas são frequentemente usadas por infratores.

Tráfico de drogas e confrontos

O balanço também aponta intensificação das ações contra o tráfico de entorpecentes, com prisões realizadas em diferentes horários e locais, inclusive repetidas vezes nos mesmos pontos. O capitão observou que a traficância tem se adaptado, utilizando redes sociais e sistemas de entrega, o que exige constante atualização das estratégias policiais.

Em 2025, foram registrados confrontos entre policiais e criminosos armados na região. Segundo Zambelli, os policiais estavam preparados e equipados, e as ocorrências refletem um cenário mais amplo de enfrentamento ao crime organizado, especialmente ligado ao tráfico.

Saídas temporárias e períodos críticos

A Polícia Militar também reforçou o policiamento durante os períodos de saída temporária de detentos, que ocorrem em março, junho, setembro e dezembro. De acordo com o comandante, estatisticamente esses períodos concentram aumento de algumas ocorrências e exigem atenção especial, com operações em bairros residenciais e fiscalizações em estabelecimentos comerciais.

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