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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu o preço máximo para a comercialização da primeira caneta emagrecedora brasileira à base de semaglutida sintética. O teto definido é de R$ 803,44 para a embalagem contendo uma caneta na dosagem de 1,34 mg/ml.

A autorização para a fabricação nacional do medicamento pela farmacêutica EMS foi concedida em maio, após o encerramento da patente do Ozempic no Brasil, ocorrido em 20 de março. Com a decisão, a empresa passa a disputar um mercado que tem registrado alta demanda nos últimos anos.

Apesar da definição do valor máximo, a EMS será responsável por estabelecer o preço efetivamente praticado nas farmácias. Recentemente, o vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez, afirmou que a estratégia da empresa é lançar o produto com preço cerca de 30% inferior ao das principais opções atualmente disponíveis no mercado.

Segundo a regulamentação, embalagens contendo duas canetas poderão ser comercializadas por até R$ 1.606,88, sem considerar a incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja alíquota varia de acordo com cada estado.

Para definir os valores, a Anvisa utilizou como referência os preços de medicamentos já comercializados no país, como o Ozempic e o Extensior. De acordo com o parecer técnico, ambos possuem a mesma indicação terapêutica e posologia aprovadas em bula para o tratamento com semaglutida.

A expectativa do setor é que a produção nacional aumente a concorrência e amplie o acesso ao medicamento, utilizado principalmente no tratamento do diabetes tipo 2 e, em alguns casos, para o controle da obesidade sob prescrição médica.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

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