MELLO

A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira, a Operação “Guilhotina” para combater um esquema de falsificação de documentos usado na aplicação de golpes patrimoniais. A ação foi realizada simultaneamente nas cidades de São Paulo e São José do Rio Preto, a partir de uma investigação conduzida pelo 3º Distrito Policial de Tupã.

O trabalho foi coordenado pela delegada Milena Davoli e pela escrivã Mariana Costa Serrão, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do DEIC de São José do Rio Preto.

 

Segundo a investigação, o caso teve início após a descoberta de um golpe envolvendo um contrato de aluguel em Tupã. Um advogado de Marília teve os dados usados indevidamente como fiador em um contrato firmado junto a uma imobiliária da cidade. Depois que o inquilino deixou de pagar as parcelas, o suposto fiador foi acionado e a fraude foi identificada.

De acordo com a Polícia Civil, tanto o advogado quanto a imobiliária foram vítimas do golpe.

As apurações apontaram a existência de um núcleo voltado à produção clandestina de documentos falsificados. O material, segundo a polícia, era usado para dar aparência de legalidade a contratos, cadastros e outras práticas fraudulentas.

A investigação durou meses e envolveu cruzamento de informações, análise documental, rastreamento digital e diligências de campo. Conforme a Polícia Civil, os investigados utilizavam mecanismos para dificultar a identificação dos responsáveis e o rastreamento das fraudes.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam impressoras de alta capacidade, notebooks, HDs externos, pendrives, cartões de memória, aparelhos celulares e cartões bancários ligados aos investigados.

Entre os materiais recolhidos também estavam impressoras profissionais de grande porte e equipamentos eletrônicos de armazenamento de dados. Para a polícia, os itens reforçam a suspeita de uma estrutura organizada para a produção de documentos falsos.

A Polícia Científica foi acionada para realizar perícia técnica no local. O objetivo é identificar vestígios digitais, documentos produzidos e possíveis conexões com outros crimes semelhantes registrados no Estado de São Paulo e em outras regiões do país.

Os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia especializada e extração de dados. Essa etapa deve ajudar na identificação de possíveis integrantes do grupo, além de outras vítimas que ainda não tenham sido localizadas.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a participação de cada envolvido e a extensão do esquema.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

HUM TUPÃ

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