CORPUS QUALITY 1

O funcionário Wesley Borges, de 27 anos, morreu nesta segunda-feira (8), após quase duas semanas internado por causa das queimaduras sofridas na explosão seguida de incêndio que atingiu uma fábrica de cereais no Distrito de Paulópolis, em Pompeia. Com a morte dele, subiu para três o número de vítimas fatais do acidente registrado no dia 26 de maio.

Wesley era morador de Quintana e trabalhava na empresa atingida pela explosão. Ele estava internado na Santa Casa de Marília desde o dia do acidente, onde recebia tratamento devido à gravidade dos ferimentos.

O corpo começou a ser velado à 1h, no Velório Municipal de Quintana. O horário do sepultamento ainda não foi definido.

A primeira morte registrada foi a de Edmilson Aparecido Ferreira, de 53 anos, que morreu logo após o acidente. Segundo familiares, ele trabalhava na empresa havia pelo menos 20 anos e deixou dois filhos.

A segunda vítima foi Valdinei Borges dos Santos, de 44 anos, que morreu no dia 31 de maio. Ele chegou a ser transferido do Hospital das Clínicas de Marília para uma unidade hospitalar em Bauru, mas não resistiu aos ferimentos.

Ao todo, 13 pessoas ficaram feridas na explosão. Com a morte de Wesley, cinco vítimas receberam alta médica e outras cinco permanecem internadas em hospitais da região.

O acidente atingiu o barracão industrial de armazenamento de amendoim e palha da Tavejho Comércio Importador e Exportador de Cereais. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os trabalhadores entraram no galpão para tentar socorrer Edmilson após um princípio de incêndio. Foi nesse momento que ocorreu a explosão.

As primeiras informações da investigação apontam que o fogo começou em um equipamento usado para armazenar cascas de amendoim. As chamas se espalharam rapidamente pelo material inflamável e provocaram o desabamento da estrutura.

A principal hipótese é de que a presença de poeira em suspensão no ambiente tenha contribuído para a força da explosão. Bombeiros de Pompeia e brigadistas de cidades vizinhas trabalharam por cerca de oito horas até controlar as chamas.

As vítimas foram socorridas inicialmente para a Santa Casa de Pompeia. Parte delas precisou ser transferida para outros hospitais da região devido à gravidade do quadro de saúde.

Em nota, a Tavejho informou que as investigações continuam em andamento e que colabora com as autoridades responsáveis.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

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