A Prefeitura de Tupã iniciou uma campanha para orientar a população sobre a proibição da planta murta, espécie bastante usada em jardins e cercas-vivas, mas que passou a ser proibida no Estado de São Paulo por favorecer a disseminação do Greening, doença que afeta plantações de laranja, limão e outras frutas cítricas.
A ação é realizada em parceria com a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e também foi apresentada ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Tupã, o COMDER.
A proibição está prevista na Resolução SAA nº 24/2025, que impede a produção, o comércio, o plantio e o transporte da murta, de nome científico Murraya paniculata, em todo o território paulista.
Segundo as orientações da campanha, a planta pode servir de hospedeira para o psilídeo, inseto transmissor do Greening, também conhecido como HLB. A doença é considerada uma das mais graves da citricultura e não tem cura, o que representa risco direto para pomares e para produtores rurais.
Embora seja comum em áreas urbanas, principalmente em calçadas, jardins e cercas-vivas, a murta pode contribuir para a presença do inseto transmissor e ampliar o risco de contaminação em plantas cítricas.
A Prefeitura orienta os moradores que possuem exemplares da espécie a substituir a planta por outras mudas permitidas. Para auxiliar nesse processo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente disponibiliza gratuitamente mudas recomendadas, com orientação técnica da pasta.
A campanha busca reduzir os riscos de disseminação do Greening e reforçar as medidas de defesa agropecuária no município, especialmente pela importância da citricultura para a economia regional.
*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri