A chuva registrada em Tupã nesta quinta-feira (30) aumentou o risco de formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. A orientação é que os moradores vistoriem quintais, varandas e áreas externas das residências e eliminem qualquer recipiente que possa ter acumulado água.
Em julho de 2026, Tupã contabilizou 56,94 milímetros de chuva, o maior volume registrado para o mês desde 2015. O índice é quase seis vezes maior que o acumulado em julho do ano passado, quando foram registrados 9,91 milímetros, e mais que o dobro dos 21,34 milímetros contabilizados em 2024.
Com o aumento das chuvas, objetos deixados ao ar livre podem acumular água e servir de ambiente para a reprodução do mosquito, transmissor da dengue e da chikungunya.
A recomendação é verificar baldes, garrafas, latas, brinquedos, pneus, lonas, vasos de plantas, calhas, ralos e canaletas. Mesmo pequenas quantidades de água são suficientes para favorecer o desenvolvimento das larvas.
Recipientes sem uso devem ser descartados corretamente ou guardados de cabeça para baixo, em locais cobertos. Caixas-d’água, tonéis e outros reservatórios precisam permanecer tampados. Calhas e canaletas também devem ser mantidas limpas e desobstruídas.
A vistoria deve incluir pratinhos de vasos, bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, além dos recipientes de água utilizados por animais, que precisam ser esvaziados e higienizados com frequência.
Somente retirar a água não elimina totalmente o risco. Os ovos do mosquito podem permanecer grudados nas paredes internas dos recipientes. Por isso, as bordas e laterais devem ser lavadas com água, sabão e bucha.
Até o levantamento divulgado em 17 de julho, Tupã havia registrado 34 casos de dengue e cinco de chikungunya em 2026.
A orientação é realizar uma vistoria de aproximadamente dez minutos após cada período de chuva. A medida pode interromper o ciclo de reprodução do mosquito e reduzir o risco de novos casos no município.
*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri