MELLO

Quando se fala em Outubro Rosa, a mamografia e o diagnóstico precoce naturalmente ganham destaque. Mas os cuidados com a saúde das mamas também passam por fatores que muitas mulheres não relacionam diretamente à doença, como peso corporal, atividade física, metabolismo e exposição hormonal.

Para a médica Dra. Débora Irina, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia, ampliar essa conversa é importante porque o câncer de mama não possui uma causa única.

“Quando falamos em prevenção, não podemos pensar somente nos exames. Existem fatores que não conseguimos modificar, como idade e genética, mas também existem aqueles ligados ao estilo de vida. Cuidar da saúde metabólica faz parte desse conjunto”, explica.

Entre os fatores de risco modificáveis estão o excesso de gordura corporal, a inatividade física e o consumo de bebidas alcoólicas. Hábitos saudáveis, como atividade física e manutenção do peso corporal adequado, também fazem parte das medidas de prevenção.


Dra. Débora Irina explica por que os cuidados com a saúde metabólica também devem fazer parte da rotina de prevenção das mulheres

Por que o peso entra nessa conversa?

Débora explica que a questão vai muito além da estética ou simplesmente do número mostrado pela balança. O tecido adiposo participa de processos hormonais e metabólicos do organismo, o que faz com que o excesso de gordura corporal mereça atenção, principalmente depois da menopausa.

“Não estamos falando em estabelecer um peso perfeito ou criar uma cobrança estética sobre a mulher. Estamos falando de saúde. Alimentação, atividade física, composição corporal e acompanhamento médico precisam ser avaliados de forma individual”, afirma.

A menopausa merece atenção especial porque essa fase é acompanhada por mudanças hormonais e pode também trazer alterações na composição corporal e no metabolismo.

“É muito comum a mulher perceber que o corpo mudou depois da menopausa. Por isso, esse é um período em que vale olhar com mais atenção para a saúde como um todo, não apenas para um sintoma isolado”, explica Débora.

A atividade física também ganha espaço nessa prevenção, já que contribui para a manutenção do peso e interfere positivamente em mecanismos ligados aos hormônios e ao metabolismo.

E a reposição hormonal?

Outro assunto que costuma gerar dúvidas é o uso de hormônios durante a menopausa. Para Débora, é justamente nesse ponto que informações generalizadas podem mais atrapalhar do que ajudar.

“Reposição hormonal não é uma decisão que deve ser tomada porque funcionou para uma amiga ou porque alguém viu uma informação na internet. Cada mulher tem uma história, sintomas e fatores de risco diferentes. É preciso avaliar individualmente os riscos e benefícios”, orienta.

A terapia hormonal pode exigir atenção especial em relação ao risco de câncer de mama, principalmente dependendo do tipo de tratamento, do tempo de uso e do histórico de cada paciente. Isso não significa, porém, que toda mulher que utiliza hormônios desenvolverá a doença.

Para Débora, o Outubro Rosa pode ser também um convite para que as mulheres enxerguem a prevenção para além de um único mês.

“Fazer os exames no momento indicado é fundamental, mas também precisamos olhar para aquilo que fazemos todos os dias. Se movimentar, cuidar da alimentação, acompanhar a saúde metabólica e conhecer o próprio corpo também são formas de cuidado”, destaca.

A mensagem, segundo a médica, não é de medo, mas de atenção. O câncer de mama envolve diferentes fatores e nenhum hábito, isoladamente, garante que uma pessoa terá ou não a doença. A prevenção está justamente em reduzir os riscos possíveis e manter o acompanhamento adequado ao longo da vida.

Serviço Dra. Débora | Médica — CRM/SP 237454 Pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia, com atuação em saúde hormonal e metabólica. Atendimento: presencial em Tupã (SP) e online. Informações e agendamentos: pelo WhatsApp (14) 99767-0440.

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