A equipe do Centro de Controle de Zoonoses enviou a São Paulo 420 escorpiões capturados na cidade. Os aracnídeos foram levados ao Instituto Butantã, onde serão mantidos para extração do soro utilizado para tratamento em caso de acidentes com picada do animal.
De acordo com o Butantã, no organismo humano o veneno dos escorpiões do gênero Tityus (escorpião amarelo, escorpião marrom, escorpião preto) causa alterações na região da picada, principalmente dor. Segundo ainda o Instituto, o veneno age também no sistema nervoso autônomo, que controla a temperatura corporal e as funções de digestão, respiração e circulação sanguínea.
Com isso, o paciente pode apresentar náuseas e vômitos, dor abdominal, agitação, aumento na pressão sanguínea que pode posteriormente evoluir para diminuição da pressão e mesmo choque. A lesão cardíaca provocada pelo veneno pode dificultar o bombeamento do sangue pelos pulmões, com acúmulo e dificuldade respiratória.
O soro antiescorpiônico purificado, quando administrado no paciente picado, age neutralizando o veneno na circulação sanguínea. Por isso, é muito importante. O resultado do tratamento com a aplicação das doses recomendadas do soro antiescorpiônico é mais eficiente quanto mais precocemente essas doses forem administradas.
Em todo Centro-Oeste Paulista, Tupã é o único município que tem encaminhado escorpiões para o Butantã. Segundo um levantamento realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses, no ano passado foram enviados mais de 2000 espécimes ao Instituto e o objetivo é ampliar este volume em 2025.
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