MELLO

O deputado federal Fausto Pinato (União-SP) defende a ampliação da presença do amendoim produzido em Tupã e na região da Alta Paulista no mercado chinês. Coordenador da Frente Parlamentar Brasil-China na Câmara dos Deputados, o parlamentar afirma que o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países pode beneficiar produtores, indústrias e empresas exportadoras da região.

O mercado chinês para o amendoim brasileiro foi aberto oficialmente em setembro de 2022, após a conclusão das negociações sanitárias e fitossanitárias entre os dois países. Desde então, a China passou a ocupar espaço relevante entre os destinos do produto brasileiro.

Dados divulgados pelo Governo de São Paulo mostram que, entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou mais de 180 mil toneladas de amendoim, com faturamento de US$ 222 milhões. A China respondeu por cerca de 21% dos embarques no período, com aproximadamente 35 mil toneladas adquiridas.

Nesse cenário, Pinato afirma que busca fortalecer o diálogo entre Brasil e China para ampliar oportunidades comerciais também para cadeias produtivas presentes no interior paulista, como a do amendoim.

“Quando o Brasil abre mercados, quem ganha é o produtor, o trabalhador e a economia dos nossos municípios. A região de Tupã tem tradição, qualidade e capacidade para ampliar sua presença no comércio internacional. Nosso trabalho é ajudar a abrir portas e transformar oportunidades em desenvolvimento”, afirmou.

A cadeia do amendoim tem participação na economia de Tupã e de municípios da região, envolvendo desde a produção agrícola até o beneficiamento, comercialização e exportação. Uma ampliação das vendas para o mercado asiático pode aumentar a demanda pelo produto regional e criar novas oportunidades para as empresas ligadas ao setor.

Para exportar amendoim à China, no entanto, as empresas precisam atender às exigências estabelecidas pelas autoridades dos dois países. Além do registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária, os estabelecimentos envolvidos na armazenagem, beneficiamento ou processamento dos grãos destinados ao país asiático devem cumprir requisitos específicos e obter o registro exigido pelas autoridades chinesas.

Pinato afirma que a atuação da Frente Parlamentar Brasil-China busca aproximar setores produtivos brasileiros das oportunidades abertas pelo comércio bilateral.

“Não basta representar a região em Brasília. É preciso abrir caminhos, construir pontes e buscar oportunidades que tragam resultados para a nossa população. O amendoim de Tupã e da região tem potencial para crescer ainda mais, e vamos continuar trabalhando para que essa força seja reconhecida no Brasil e no mundo”, declarou o deputado.

A China permanece como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e mantém mecanismos de cooperação com o Brasil em áreas comerciais, agrícolas e sanitárias. Para o setor do amendoim, a expansão das vendas ao país asiático é vista como uma possibilidade de diversificar destinos e ampliar o espaço do produto brasileiro no comércio internacional.

*Estagiária Kamily Canola sob supervisão da jornalista Bruna de Pieri

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