MELLO

Um abalo sísmico de magnitude 1,4 foi registrado na região de Osvaldo Cruz nesta terça-feira (15), às 13h22min26s, no horário de Brasília. Os dados constam no registro do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Moradores de Osvaldo Cruz e de outras cidades da região recorreram às redes sociais para relatar que sentiram o tremor e perguntar se outras pessoas também haviam percebido o abalo. Esses relatos, porém, não representam uma delimitação técnica da área em que o evento foi sentido.

O boletim da USP identifica o evento como “Osvaldo Cruz/SP”. O horário exibido no sistema, 16h22min26s, está em UTC, três horas à frente do horário de Brasília.

Um abalo sísmico é uma vibração do solo provocada pela propagação de ondas de energia. Nos tremores naturais, isso costuma acontecer quando tensões acumuladas nas rochas são liberadas por rupturas ou movimentos em falhas geológicas. Esses fenômenos também ocorrem no interior das placas tectônicas, como no Brasil. O registro apresentado não detalha a causa específica deste evento. 

A magnitude de 1,4 corresponde a um tremor muito pequeno. Embora eventos de baixa magnitude possam ser percebidos perto de sua origem, dependendo da profundidade e das condições locais, geralmente não causam danos às construções, conforme explicação de pesquisadores da USP.  

Pela magnitude informada, a expectativa é de baixo potencial de danos. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), prejuízos normalmente começam a ocorrer em magnitudes acima de 4 ou 5, mas os efeitos também dependem da distância, do tipo de solo e das condições dos imóveis. Essa referência geral não substitui uma avaliação local caso sejam identificados danos.  

No boletim, a profundidade aparece como “0 km”. A USP esclarece que esse valor indica um evento raso, possivelmente entre zero e dez quilômetros, sem dados suficientes para determinar a profundidade exata. Não significa, portanto, que o tremor tenha ocorrido necessariamente na superfície.  

O registro isolado não permite concluir que haverá um terremoto maior. Atualmente, não é possível prever com precisão a data, o local e a magnitude de futuros terremotos.  

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