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A Santa Casa de Tupã por pouco não precisou fechar suas portas. Com uma dívida acumulada em quase R$ 4 milhões, o hospital lutava para conseguir um empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), desde janeiro de 2014. Finalmente, depois de muito trabalho e insistência, conseguiu a liberação do empréstimo neste mês de outubro. "Desde janeiro de 2014, a Santa Casa vem tentando conseguir um empréstimo junto ao BNDES, que será amortizado a longo prazo, ou seja, serão 10 anos para pagar. Com isso, deverá sanar as dificuldades do hospital", anunciou Nelson Imperatriz, irmão definidor e primeiro secretário da mesa administrativa da Santa Casa. Com uma dívida de R$ 4 milhões, segundo Nelson Imperatriz, a Santa Casa possivelmente não suportaria a situação crítica. Sem o empréstimo, não seria possível saldar a dívida. "Conseguimos o empréstimo junto ao BNDES, que desde janeiro de 2014 a Santa Casa estava tentando e, finalmente, agora, foi liberado. O dinheiro foi creditado dia 19 de outubro. Com esse dinheiro, o hospital saldou praticamente todas as dívidas, para começar em um ritmo melhor, com menos sufoco", afirmou Nelson. O empréstimo é de R$ 3 milhões 942 mil. "Vamos pagá-lo em 10 anos. A Santa Casa só conseguiu esse dinheiro porque mandou para o BNDES, através do Banco Desenvolve SP, que intermediou a transação, uma relação completa da dívida que ia ser quitada. Só no Banco do Brasil a dívida somava R$ 2.500.000,00, além de outras dívidas com fornecedores também", citou. A Santa Casa inicia o resgate do empréstimo no mês de novembro, pagando R$ 54 mil por mês. "Estava pagando para amortizar junto ao Banco do Brasil R$ 230 mil por mês. Então, é uma diferença muito grande. Com esse empréstimo, vamos parar de pagar essa amortização junto ao Banco do Brasil, porque liquidamos toda nossa dívida lá. Agora, vamos pagar apenas ao BNDES R$ 54 mil por mês", explicou Imperatriz. Nelson falou do alívio por ter conseguido esse empréstimo. "Se não saísse esse empréstimo, a Santa Casa de Tupã não chegaria a um ano e teria que fechar as portas, assim como muitas santas casas tiveram que fechar as portas por causa do endividamento". Por que tantas dívidas? Para que a população entenda a razão das dívidas, Nelson Imperatriz explicou detalhadamente o assunto. "Hospitais como a Santa Casa de Tupã e a grande maioria dos hospitais do Brasil, têm como maior cliente o SUS. Pouco mais de 90% das pessoas que são atendidas são pacientes do SUS. O restante é plano da Santa Casa e particular. Já faz 17 anos que o SUS não reajusta a tabela de serviços. Isso significa que hoje paga por um procedimento como pagava há 17 anos. Isso foi causando um déficit acumulativo. Todo mês, a Santa Casa tem que colocar dinheiro do bolso para cobrir a conta SUS. Hoje coloca cerca de 45% do bolso para quitar a conta SUS. Isso foi acumulando e virou essa dívida de quase R$ 4 milhões. Com a crise de agora, ainda o SUS acaba de sinalizar que o dinheiro vai encurtar ainda mais. Vão mandar menos do que mandavam", disse.

Diário de Tupã

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