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A questão da crise permanente que o Brasil vive desde os anos de 1980, quando os problemas relativos à Dívida Externa e depois a Inflação, que agravaram o fato da persistente dificuldade do país alçar o Desenvolvimento, continua repercutindo em várias facetas da realidade nacional.

Enquanto outros países conseguem crescer e melhorar suas condições sociais e econômicas, com gradativo e sensível enriquecimento, que traduz em melhores condições de vida de suas populações, o Brasil persiste com seus erros que impedem-no de efetivar suas condições potenciais de país desenvolvido, rico e maduro. 

De fato, nosso subdesenvolvimento é sólido, pois faz 40 anos que o Brasil abandonou sua vocação de país industrial e retornou ao mundo anterior à 1930, de país de traços econômicos primários, exportador de commodities, dependente do setor do agronegócio.

É notório que o setor primário responde pelo estágio atual da Economia Brasileira, contudo não se pode ficar totalmente dependente do agronegócio, pois esse setor que cresce com dependência total de capital e tecnologia, não oferta empregos para milhões de pessoas que compõem a população economicamente ativa(PEA) e que se encontram totalmente desamparados. Ou seja, aguardar que o agronegócio seja eficaz em absorver o excedente de mão-de-obra que existe, não é razoável tampouco possível. Há que se gerar empregos no setor secundário da Economia Brasileira, ou seja, o setor industrial, haja vista que houve um processo de desindustrialização na nossa Economia nos últimos 40 anos, que aliás, coincide com o agravamento da crise econômica que mencionamos no início deste artigo.

Portanto, retomar o processo de reindustrialização da Economia Brasileira é urgente e único caminho possível para o futuro brasileiro, como evidenciam países como a China e a Índia, que não por acaso, são os que mais crescem no mundo. 

Assim sendo, adotar uma política industrial ativa é imprescindível, como a proposta de conceder descontos tributários aos veículos automotivos menos luxuosos. Contudo, há que se propor uma agenda de medidas que possam atrair capital internacional para a preservação do meio-ambiente, gerar fontes energéticas renováveis e limpas, inteligência artificial, internet das coisas, robotização, infraestrutura, meios de transporte de massa, reflorestamento, biotecnologia, acelerar a digitalização da economia, incentivar a economia criativa, a economia circular e sobretudo, investir na Educação Básica e na Saúde Pública.

Para tudo isso, é fundamental abandonar a polarização político-ideológica e criar pontes de negociação e firmar tratados e acordos com blocos e países. Lula precisa parar de ficar criando factóides, geradoras de críticas e buscar pontos de convergência e aprovar um Projeto Nacional de Desenvolvimento que dê um norte ao país. Ainda há tempo. 
 

Paineira Tupã

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Roberto Kawasaki

Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT, articulista do Jornal Diário e do TupaCity.com

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