HUM TUPÃ

Depois de 121 anos de história no futebol brasileiro, o Fluminense Football Clube chega ao seu primeiro título da tão sonhada Libertadores da América, e foi com méritos, muitos méritos de um clube que teve uma campanha de campeão.

  • Jogos: 13
  • Vitórias: 8
  • Empates: 3
  • Derrotas: 2
  • Gols marcados: 24
  • Gols sofridos: 12

Avaliando o número de jogos na competição, posso dizer que a cada jogo é uma disputa de título antecipada, dois jogos perdidos, seja na fase de grupos ou eliminatórias, normalmente a equipe é desclassificada, tamanha a dificuldade da competição.

Após o campeonato carioca, o Fluminense praticamente abdicou do Brasileirão e da Copa do Brasil para focar apenas no título, talvez o mais importante de sua história, mas para "abdicar" ou priorizar uma competição, é necessário seguir um planejamento, e com o título da Libertadores, o plano do Fluminense foi concretizado com sucesso antes mesmo do final da temporada.

O clube carioca não conta com um elenco extraordinário individualmente, o diferencial está no coletivo organizado, com uma mescla entre jogadores experientes em algumas posições cruciais dentro da equipe, taticamente, como o goleiro Fábio, o zagueiro Felipe Melo, o lateral Marcelo, o meia PH Ganso e o atacante Cano. O mérito da diretoria em contratar os mais experientes, confiando no trabalho de Diniz, foi essencial para conseguir formar um grupo vencedor, ainda que o estilo de jogo seja extremamente perigoso, o que vale no futebol brasileiro é sempre o resultado, sendo assim, é indiscutível que Diniz estava correto em sua escolha.

O jogo da final, em especial, principalmente no primeiro tempo, foi todo do Fluminense, muito pela estratégia precipitada do treinador Jorge Almiro do Boca Juniors. Não se joga com um adversário como o Fluminense com as linhas baixas, não se pode esperar o adversário em hipótese nenhuma, até porque o Fluminense joga puro e simplesmente com a bola, tem organização e calma para chegar ao gol, e tendo o tempo maior com a bola, o gol tende a sair naturalmente.

Jogar contra o Fluminense requer intensidade o jogo todo e trabalhar em cima do erro deles, marcando com as linhas altas, sempre com muita atenção o jogo todo na marcação. No segundo tempo, aconteceu exatamente isso, o Boca mudou a marcação, agrediu o Fluminense e chegou ao gol do empate, porém, na prorrogação, o Fluminense voltou melhor fisicamente, devido às mudanças de Diniz, colocando os garotos mais novos e descansados até sair o gol da vitória do garoto Kennedy.

Título mais que merecido, trabalho muito bem feito, estruturado, organizado desde o início do ano, jogadores de muita competição, fechados pelo mesmo objetivo, com um treinador teimoso, mas que tinha a convicção de que este estilo de jogo daria resultado. Então, não tem como dizer que foi um acaso, a verdade é que foi um fruto colhido através de um grande trabalho, com inúmeros responsáveis em prol do título inédito do Fluminense Football Clube.

cabonnet

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Anderson Oliveira

Anderson Oliveira é natural de Tupã. Cronista e comentarista nas rádios Monte Verde Esportes, Gama Esportiva do Estado do Río de Janeiro, MS Web Rádio do estado do Mato Grosso do Sul, Jornal Sem limites da cidade de Santo Antônio de Pádua interior do Río de Janeiro, Rádio Cidade (comentarista) na cidade de Volta Grande estado de Minas Gerais.

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