unidade de hidratação

Sem dúvida alguma que a Economia Brasileira foi bem em 2023, a começar por medidas de política econômica que buscaram a racionalidade econômica e o diálogo com o Congresso Nacional e com o Supremo Tribunal Federal, bem como reatar relações normais com os organismos internacionais, trazendo previsibilidade ao mundo político, social e sobretudo econômico. Tanto é verdade que os dados econômicos que apresentei em outro artigo, apenas atestam essa afirmativa.

Faltam ainda, é verdade, os números relativos ao PIB a serem publicados pelo IBGE em Março, para fechar a avaliação de 2023 e projetar os cenários para 2024. De todo modo, 2024 promete muito, a começar pelas regulamentações da reforma tributária aprovada em 2023 depois de mais de 40 anos de negociações no Poder Legislativo federal, e que deverão sancionados no primeiro semestre.

Ainda que a necessária política industrial apresentada fosse premente, já reflete uma avaliação correta do bom momento, haja vista que a indústria automobilística brasileira já anunciou mais de R$ 40 bilhões de novos investimentos: Volkswagem 9 bilhões até 2028, GM 7 bilhões, Great Wall 10 bilhões (2023 a 2032), Renault 5,1 bilhões até 2027, CAOA 4,5 bilhões até 2028, BYD 3 bilhões (2024 a 2030) e Nissan 2,8 bilhões (2023 a 2025).

São números absolutamente incontestáveis que demonstram que há um novo mercado a ser investido: descarbonização, motores elétricos, híbridos e hidrogênio. E de outro lado, política industrial que sustenta esse campo de grandes mudanças energéticas, aliado a um ambiente político e econômico amplamente favorável.

É preciso contudo, esforços conjuntos dos poderes legislativos, executivos e judiciários federais, estaduais e municipais, no sentido de conter os déficits públicos e dívidas públicas para não estabelecerem tetos às possibilidades de crescimento econômico da Economia Brasileira. Em 2024, os agentes econômicos nacionais e internacionais estarão atentos às medidas governamentais que signifiquem contenções dos gastos públicos e das regulamentações da reforma tributária.

Degrau a degrau, passo a passo, assim vamos acompanhando as ações e movimentações de bons diálogos, muitas conversas e inúmeras reuniões que serem feitas em 2024, mesmo que neste ano teremos eleições municipais, que devem impor um ritmo mais lento nas aprovações de matérias no Congresso Nacional.

Outrossim, há que se vislumbrar que novas reformas estejam no front nacional, reforma administrativa e mais uma vez, reforma previdenciária, que como era previsto, exige novas mudanças, tendo em vista que o déficit da Previdência Nacional continua a crescer ano a ano.

De qualquer forma, evitar embates desnecessários que possam travar aprovações de mudanças nas legislações federais é um norte a ser objetivado. Continuar a assumir posturas racionais, lógicas e moderadas, com governos internacionais e órgãos multilaterais são posturas aguardadas no cenário internacional tão conturbado. A busca do diálogo e ações equilibradas são indispensáveis, para que o Brasil assuma posições mais dignas no mundo. É o que se espera.

Paineira Tupã

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Roberto Kawasaki

Roberto Kawasaki é economista pela FEAUSP, Professor dos cursos de Administração, Sistemas de Informação, Arquitetura e Urbanismo, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Engenharia de Produção da FACCAT, articulista do Jornal Diário e do TupaCity.com

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